Os irmãos Pedro e Julia estão de viagem na casa de seus avós, onde passariam um tempo de descanso e esperariam a chegada de seu pai, que permanece ausente por causa de seu trabalho, mas que pretendia dizer-lhes algo importante assim que regressasse.
Julia logo se vê entediada na casa de seus avós, sem ter o que fazer e pensando, a todo instante, no quanto poderia estar aproveitando se estivesse na casa de uma de suas amigas. Pedro, o mais velho, acaba entretendo-se com os livros sobre histórias de guerras e navegações de seu avô.
Logo ao ver pela primeira vez o lindo jardim da casa de sua avó, Julia se espanta por sua beleza estonteante e o brilho sobrenatural que o envolve.
"Era uma maravilhosa noite do mês de maio. Uma luz prateada brilhava por entre as correntes de água da fonte no centro do jardim. O suave borbulhar da fonte ecoava nos muros, envolvendo o jardim em uma música suave. Ao lado da fonte havia um pequeno lago alimentado pela própria corrente d’água. Os muros estavam cobertos por árvores e trepadeiras. Macieiras, glicínias e magnólias estavam todas em flor, e o ar noturno misturava-se às suas fragrâncias.
"Era uma maravilhosa noite do mês de maio. Uma luz prateada brilhava por entre as correntes de água da fonte no centro do jardim. O suave borbulhar da fonte ecoava nos muros, envolvendo o jardim em uma música suave. Ao lado da fonte havia um pequeno lago alimentado pela própria corrente d’água. Os muros estavam cobertos por árvores e trepadeiras. Macieiras, glicínias e magnólias estavam todas em flor, e o ar noturno misturava-se às suas fragrâncias.
Era o jardim mais lindo que Júlia já tinha visto."
Mas nenhum deles estava preparado para a noite em que, por coincidência, os dois acabaram no jardim, com o brilho surreal em seu ápice de esplendor, onde involuntariamente foram levados, chamados de forma impulsiva a adentrarem num mundo completamente novo, mas irresistivelmente belo.
Ali, numa ilha chamada Aedyn, os irmãos vivem aventuras estarrecedoras, experimentando e descobrindo coisas inteiramente novas. Todavia, eles chegaram no lugar num momento inoportuno: Aedyn estava sob o controle de um rígido e incontestável governo, já mantido há 500 anos pelos mesmos governantes: o Chacal, o Leopardo e o Lobo, que de maneira brutal condenou à escravidão toda a população.
No entanto, Pedro e Julia descobrem que na realidade o momento da chegada deles era algo esperado e ansiado por todo o povo da ilha há muitos anos. Uma profecia apontava para a vinda futura de dois forasteiros, que com suas habilidades, unidas aos quesitos de honestidade e coragem, iriam libertar o povo do jugo que os três governantes de Aedyn os condenou por 5 séculos inteiros. Só não foi dito aos escolhidos como eles executariam tal profecia, já que não possuíam nada que lhes daria vantagem numa guerra contra o Chacal, o Leopardo e o Lobo.
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Esta foi a primeira leitura que realmente me decepcionou.
Alister McGrath é muito famoso por ser um grande teólogo e por escrever ótimos livros relacionados a teologia de forma geral e ampla. Contudo, creio que falhou em sua primeira Literatura Fantástica. Eu pesquisei para saber se ele já havia escrito alguma outra literatura, mas não encontrei nada, então concluamos assim: Alister não se saiu muito bem em seu primeiro.
Vê-se de forma clara que o livro é muito no estilo de Nárnia, e isso é tão óbvio que em alguns momentos chega a dar comichão. A verdade é que eu sou completamente apaixonado pela obra do C. S. Lewis, fico estarrecido até hoje quando lembro da história e vejo como o autor conseguiu criar um mundo tão lindo e bem estruturado, encaixando o conteúdo bíblico tão naturalmente, sem forçá-lo. Mas se isso foi o que McGrath tentou fazer, ele falhou. Gostaria mesmo de poder dizer o contrário, mas a verdade é dura e necessária.
Alister McGrath importunou-me excepcionalmente durante a leitura ao tentar forçar tanto o conteúdo cristão em seu livro em determinados capítulos. Em alguns instantes a leitura fica tão monótona, sem nexo, com muito pouco ou nada extraordinário em forma de princípio a ser apresentado. Vemos em Nárnia a qualidade e grandiosidade dos princípios retirados da Bíblia que Lewis incorpora na história, mas esses princípios em As Crônicas de Aedyn são manifestados ineficazmente, sem expressão de importância mesmo dentro da própria história.
Apenas posso elogiar Alister McGrath pela iniciativa de escrever um livro dessa magnitude, que se bem escrito poderia alcançar patamares inimagináveis, e por algumas de suas descrições. Apesar da linguagem simples, Alister me deixou curioso com algumas descrições, dando ênfase prioritariamente ao jardim mágico. Não é nada comparado a J. R. R. Tolkien ou George R. R. Martin, nem de longe, mas eu gostei dessas descrições em particular. Confesso, também, que houve um momento que me chamou bastante atenção: o prólogo. De alguma forma eu me vi bastante interessado pela história ao ler o prólogo do livro, mas como já fiz salientar, todo o resto é desapontante.
E o pior de tudo é a nossa terrível, horrível e amedrontadora edição brasileira. Ah, meu Deus! Eu fiquei espantando com a quantidade de gafes ortográficas, mas principalmente erros de digitação, que são muitos e muitos! Com relação, também, a separação da falas dos personagens e a narração. Acredito que se déssemos o livro para alguma criança ler — que é o objetivo dessa leitura — ela poderia se confundir em vários momentos. Eu mesmo tive que voltar algumas vezes para identificar e separar fala de narração. Existem partes em que há a fala, uma vírgula e a narração, tudo na mesma linha e sem o travessão. E ainda haviam linhas em que fala e narração se encontravam sem nenhum tipo de sinal para separar, nem a bendita vírgula! Isso acontece com maior frequência nos primeiros capítulos, do meio para frente é mais raro encontrar; mas admitamos o péssimo trabalho feito pela editora que o traduziu. Eu acredito que não fizeram revisão — nenhuma mesmo, sem exagerar.
Apesar de tudo isso, me comprometerei em comprar e ler os dois próximos livros dessa trilogia. Acredito — e espero — que o autor tenha recebido algumas críticas de pessoas mais próximas e cuja opinião chega ao conhecimento dele, e por isso creio que ele possa melhorar nos livros que sucederão Os Escolhidos e fazer da sua ideia para a criação deste mundo algo muito mais agradável de se ler.
Recomento aos evangélicos que gostam de Literatura Fantástica. É necessário investir nisso!